segunda-feira, março 14, 2005

Adeus título!

É oficial. Com a derrota de ontem, o Sporting despediu-se do título colocando um ponto final na ambição desportiva do projecto Roquette: ser campeão três vezes em cinco anos.
Peseiro estendeu ontem a passadeira vermelha ao Benfica.
Nem Trapattoni faria melhor

PESEIRO – Pode ter uns manuais jeitosos, ter sido adjunto do Real Madrid, mas há coisas que não dão, decididamente, para entender. Para fazer uso da tão em voga gestão de esforço, Peseiro fez alinhar no meio-campo leonino Tello, Barbosa, Viana e Moutinho. Os três últimos foram substituídos no decorrer da partida, o que significa, que, na opinião de Peseiro, o chileno foi a unidade de maior rendimento de um sector que já não contava, à partida, com Custódio, Carlos Martins e Rochemback. Escusado será dizer que no que falta da temporada espero ver Tello a titular... a menos que Peseiro volte a fazer uso da gestão de esforço.

Enakarhire estava à bica mas realmente foi de uma coragem atroz utilizar Beto e Hugo, os piores centrais do Sporting, ao mesmo tempo e ainda por cima como dupla. Hugo foi culpado nos dois golos. Beto não conseguiu apanhar N’Doye no segundo tento. Para ser um trio de centrais de qualidade mundial é só contratar João Manuel Pinto (e se possível Argel, para alguma eventualidade). Só de pensar, até arrepia.

A disciplina de Peseiro é no mínimo estranha. Rochemback mandou-o tomar banho com água de rosas, Liedson demorou a chegar do Brasil e ainda teve direito a uma reprise para ir ver o nênem recém-nascido. Resultado, mantiveram a titularidade. A filha de Hugo Viana nasceu na véspera do Marítimo-Sporting. O médio pediu a Peseiro para viajar para o Funchal ao final do dia. A resposta do mister durão? Negativa (foi ainda pior mas é melhor ficar-me por aqui).
Peseiro não é um bom condutor de homens, não se sabe dar ao respeito. Se melhorar neste capítulo (e noutros mais, como a leitura de jogo) pode vir a ser um treinador razoável, nunca para um grande, com excepção do FC Porto, pela sua estrutura.

Para quem gosta de estatística, o Sporting do segundo ano de Bölöni tinha mais sete pontos que o actual Sporting na mesma jornada.

ADMINISTRAÇÃO- Três boas contratações: Douala, Enakarhire e Rogério. Pinilla foi a excepção que confirmou a regra do bom e barato, por duas razões. Primeiro porque veio, segundo porque inviabilizou, de vez, a aquisição de Ricardo Oliveira. Mesmo assim foi esta administração a responsável pelas renovações de Hugo e Tello. Quem explica?

A finalizar a questão da aliança, que tem mostrado a eficácia do açaime catita que Luís Filipe Vieira colocou a Dias da Cunha. A quem serve a aliança? Que proveitos tirará o Sporting dessa união com gente que, segundo o actual presidente, era considerada há um ano desprovida de nível? Não se percebe. Para já o Sporting sai a perder. Miguel Ribeiro Teles, um homem amigo do balneário e com sensibilidade para além do gabinete, saiu e Dias da Cunha está calado mesmo quando o Sporting é prejudicado.

Os homens do leme podem sair de cabeça erguida desta temporada desportiva se o Sporting conquistar a Taça UEFA e o 3.º lugar na Superliga. Por incrível que possa parecer, acredito mais na concretização do primeiro objectivo.

PS – Esqueçam o primeiro e último parágrafos deste post se V. Setúbal e Sporting vencerem na próxima jornada.

1 Comentários:

Anonymous Anónimo diz...

Disparas em muitas direcções mas pouco acertas. Aliás é apanágio já da imprensa (onde nao te incluis mas segues o mesmo diapasão) de tentar arranjar muitas justificações para um derrota. Além de ridiculo, a verdade é que todos os teus tiros falharam o alvo...

8:34 da manhã  

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