sábado, abril 23, 2005

O processo Figo

Luís Figo convocou esta semana uma conferência de imprensa para manifestar a sua insatisfação pelo facto de ser suplente no Real Madrid. Por entre possíveis explicações para esta inusual situação, o português deixou a entender que poderá ter mudado de ideias quanto à sua disponibilidade para representar a selecção nacional.
Na ressaca da derrota de Portugal na final do Euro 2004 com a Grécia, Luís Figo veio a público dizer que iria centrar todas as suas atenções no clube da capital espanhola, cessando ali o seu contributo à equipa das quinas. É verdade que não soou a um adeus, mas pensou-se que o possível regresso de Figo à selecção só se daria numa situação muito especial, muito provavelmente já na fase de preparação para o Mundial 2006, na Alemanha. Parece afinal, que a aposta de Figo não deu certo e que pese embora os seus esforços, hoje em dia o seu futebol – aos olhos do treinador Wanderlei Luxemburgo – já não é tão indispensável aos chamados galácticos.
Mas aos olhos de outro brasileiro – Luiz Felipe Scolari –, o médio continua a ser a principal referência da equipa e a sua presença no grupo de trabalho é fundamental. Pelo que ele joga e pelo que ele representa como símbolo e como exemplo para os mais novos. Com Figo a dizer que pretende jogar onde se sentir mais útil e Scolari a telefonar-lhe todas as semanas a saber se ele já decidiu voltar, parece pois quase certo que num dos próximos encontros o camisola sete volte a ocupar o seu lugar no onze português.
Não me choca este regresso, antes pelo contrário. Considero-o justo e merecido. Justo porque nos anos que levo a acompanhar a selecção nacional nunca vi Luís Figo tirar o pé ou não aplicar-se num treino ou particular, mesmo quando três dias depois em Espanha se jogava um Barcelona-Real Madrid; merecido porque Figo já deu imenso à selecção e continua a ter muito futebol para dar, mesmo que a velocidade já não seja a mesma de outrora. Mas tem outros trunfos para criar desequilíbrios.
Com a selecção a jogar a mediocridade que todos vimos contra a Rep. Irlanda e a Eslováquia, o regresso de Figo saúda-se e anseia-se. Não que ele seja um salvador nem a solução para os problemas da equipa, mas porque ele será capaz de motivar e espicaçar quem por lá já se sentir acostumado.

1 Comentários:

Anonymous Anónimo diz...

Na altura, custo-me ouvir o Figo a "cagar de Fininho" para a Seleção, mas são opções de carreira e quem sou eu para as criticar, por isso acho bem, se for caso disso, que Figo volte para a Seleção. Figo é Figo.

SLB SEMPRE

1:22 da tarde  

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