segunda-feira, julho 18, 2005

Miguel dá o exemplo

O lateral-direito, agora oficialmente ex-jogador do Benfica, diz que a rescisão de contrato com os encarnados é legítima, pois encontrava-se num período de experiência de 30 dias. Sem tentar discutir a "legitimidade" intelectual de tal argumento, o que me vem à cabeça é que o internacional português talvez tenha lançado os dados para a salvação do futebol português, a começar pela do Benfica. Se alguns dirigentes dos nossos clubes se lembrassem de fazer o mesmo, nos primeiros 30 dias de cada temporada, talvez houvesse esperança para a bola portuguesa. Quem é o primeiro? Talvez já não tenham condições para continuar em Portugal. Vão para o estrangeiro!!!

13 Comentários:

Blogger meia distância diz...

mas o mais bonito, é que ele rescinde um contrato que não era válido...
gajos como este (e o seu advogado) deviam ser sovados.
se calhar, aconselharam-se com o pinto da costa, o primeiro a dar o exemplo quando despediu o del neri.
quem sabe, não vai parar ao clube deste salafrário... só espero que aguente 30 dias.
mas, cuidadinho miguel: no porto a gonorreia apanha-se no balneário.

11:14 da tarde  
Blogger meia distância diz...

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11:14 da tarde  
Anonymous Sérgio diz...

Para esclarecer desde já os aziados do costume, aqui vai um link: http://www.sjpf.pt/upload/files/convencoes_colectivas_de_trabalho.pdf

Podem consultar o artigo 11º particularmente a 1ª alínea.

11:38 da tarde  
Anonymous Sérgio diz...

http://www.sjpf.pt/upload/files/convencoes_colectivas_de_trabalho.pdf

11:39 da tarde  
Anonymous André, o campos diz...

REFORÇO DE SÉRGIO:

1) Este post é algo enganador: o período experimental está previsto na Lei Geral do Trabalho para TODOS os contratos de trabalho e diz basicamente que nos primeiros 30 dias de cada contrato por conta de outrem qualquer uma das partes pode rescindir unilateralmente sem ter de indemnizar por danos a outra parte.

2) O uso desta argumentação por Miguel Monteiro é legítima e ACARRETA A NÃO UTILIZAÇÃO DO ARGUMENTO DA NULIDADE DO CONTRATO (essa argumentação é usada pela imprensa, erradamente, e não pelo jogador e seus representantes).

3) Tudo depende de saber se há um período experimental neste contrato. Se é um contrato novo, então há e os advogados de Miguel Monteiro pegaram bem na lei. Pessoalmente, parece-me que houve uma mera renovação de contrato pré-existente, não havendo lugar a período experimental. Por outras palavras, parece-me que Miguel Monteiro tenta andar sobre gelo muito, muito fino...

4) Os tribunais do trabalho decidirão a contenda. Mas o horizonte não parece muito risonho ao jovem jogador.

12:19 da manhã  
Anonymous Anónimo diz...

Período experimental não significa ter estado à experiência? Então, mas ele apresentou-se à experiência? Ou estão a referir-se a experimentar a paciência?

12:38 da manhã  
Anonymous Anónimo diz...

"Segundo uma regulamentação especial do Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) assinada posteriormente a esta lei, em Setembro de 1998, entre a Liga e o Sindicado de Jogadores, não há lugar a qualquer período experimental, a não ser que o mesmo venha referido no contrato assinado entre as partes, o que não é o caso. Diz o artigo 11.º do CCT, no 1.º ponto, que “apenas poderá estabelecer-se um período experimental no primeiro contrato celebrado entre o mesmo jogador e o mesmo clube”. Ora é público que este era o segundo contrato entre as duas partes. Por outro lado, o ponto quatro do mesmo artigo refere: “Na falta de indicação expressa, presume-se que ambas as partes afastaram a possibilidade de existência de período experimental”."

9:28 da manhã  
Anonymous Anónimo diz...

O meu "ilustre" colega Dias ferreira afirma que a rescisão se faz nos termos do Código do Trabalho. Só que, nos termos do mesmo Código, sempre que há renovação de um contrato, considera-se sempre a existência de um só, mas mais longo.
Qualquer aluno da faculdade o sabe...
Afirmar o contrário é estar com uma profunda má-fé.
Miguel: vai tratando de frequentar uns cursos de formação profissional para aprenderes a fazer bolos. À bola nunca mais vais jogar.

10:27 da manhã  
Anonymous Anónimo diz...

Interessante o que por aqui vai.
Mas eu pergunto: Alguém leu a missiva que o ilustre DF enviou ao Conselho de Administração da SAD benfiquista?

Se não leram, aconselho que leiam, caso contrário mais vale ficarem calados.

4:30 da tarde  
Anonymous Anónimo diz...

Mas é isso mesmo que devias fazer. Porque quem ler aquilo só pode partir-se a rir com tanto disparate. A legislação é clara e não deixa margem para dúvidas: Miguel não tem razão, mas se calhar não sabe. Quem sabe perfeitamente é o seu advogado que está de má fé e engana propositadamente o cliente, com o objectivo de arruinar a carreira de um atleta que já lhe causou dissabores e prejudicar o único clube que lhe desperta interesse.

4:36 da tarde  
Anonymous bin laden diz...

Para o anónimo das 4:36; Ó rapazola não tens nada para fazer na vida meu? E que tal trabalhar, no lugar de dizer alarvidades?? E já agora, um trabalho a sério rapaz que isso de ser advogado é ser a escumalha da terra...

5:00 da tarde  
Anonymous Anónimo diz...

estou espantado com a qualidade das afirmações (no sentido positivo). Mas olhem que, nestes casos de «gelo fino», é preciso conhecer, mas a sério, com os papeis à frente, o que se passa. Por isso, neste momento, qualquer das teses pode vir a ter razão. Claro que, no espírito do legislador não me parecem ter estado este tipo de situações. Basta ver a referência ao segundo contrato.... Mas, como escrevi, é preciso ter, mesmo, todos os elementos.
E calma....

7:22 da tarde  
Anonymous Anónimo diz...

Ao anónimo das 4:36, sou o das 4:30 e posso dizer que li!
Tu, com certeza, "leste", ou seja, consegues ler, mas compreender...

Mas dou-te uma dica: O Miguel, na figura do seu ilustre advogado, acusa o Conselho de Administração da SAD benfiquista de burla e fraude.

Se te partes a rir com isso...
Pensando bem, olha, não ligues, continua a rir...

10:48 da tarde  

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