terça-feira, outubro 18, 2005

Em defesa de Dias da Cunha


Descontando a parte em que não se lembrava do nome do treinador de guarda-redes, Justino, gostei muito - mas mesmo muito - de ouvir Dias da Cunha falar sobre as saídas de Andrade e Peseiro.

Quando olho para os rivais Benfica e FC Porto, não vejo em qualquer deles um presidente melhor.

Fantástico na hora da despedida, mostrando-se ao lado do treinador até ao último instante e dando claramente a entender que só a pressão de sócios e adeptos tornou impossível a continuidade de Peseiro. Uma autêntica lição de lealdade para com um técnico do qual eu não sou particular fã, mas que ele, DC, sempre apoiou. Até ao último segundo, contra tudo e contra todos.

Dias da Cunha é um SENHOR, ponto final - O melhor presidente do Sporting dos últimos 20 anos.

Isto não quer dizer que concorde com todos os actos de gestão do líder leonino. Longe disso.

Aliás, acho que Peseiro já tinha dado sinais evidentes de que não tinha estofo para treinar um clube grande (atenção que isto não é irreversível, e Peseiro pode muito bem ter aprendido grandes lições para o futuro em Alvalade), para além de outras falhas que não vale a pena estar agora a comentar.

O que não posso deixar de dizer é que, mais uma vez, Peseiro mostrou que, como pessoa, é grande, muito grande mesmo, com um coração enorme, o que, talvez - e lamentavelmente -, tenha jogado contra ele.

Enfim, foi grande a dignidade de Peseiro na hora do adeus, tão grande como a incapacidade - reconhecida pelo próprio - para dar a volta à equipa em termos de confiança. Desculpem lá mas parece-me (e admito que posso estar a ser injusto, convém frisar) que há ali jogadores no Sporting que, profissionalmente, são uma autêntica fraude.

5 Comentários:

Blogger pé em ®iste diz...

O facto de ele ser um "senhor" não o torna, certamente, um bom presidente de clube. Afinal não se trata de caridade, não é?

6:35 da tarde  
Blogger Caneladas diz...

não se trata de caridade, pé em riste, trata-se de fazer do desporto - e do futebol em particular - um exemplo para a sociedade, como é da sua essência, infelizmente esquecida nos últimos, sei lá, 30 anos?

E, nisso, Dias da Cunha tem sido um autêntico D. Quixote num futebol de arruaceiros (só devia era parar de falar no sistema como se fosse uma vírgula a pautar-lhe constantemente o discurso) que é o nosso.

Ah, e já agora, se é para falar de resultados desportivos, vejam qual foi o presidente do Sporting com mais sucesso em Alvalade nos últimos 25 anos.

ps - para que não haja dúvidas, repito que DC tem feito várias asneiras

6:46 da tarde  
Blogger Rotura de ligamentos diz...

Caneladas,

O que é que te suscita quando ouves o Dias da Cunha dizer que a comunicação social é "maldosa"? Há um lobbie dos media contra o Sporting?

A lealdade não é tudo para se aferir da capacidade dum Presidente. É um item extremamente importante, mas há que saber verificar onde residem os problemas directivos que depois ocasionam certos e determinados comportamentos de jogadores ou adeptos. Caramba, eu vejo televisão, leio jornais, e não sinto que o comportamento dos media seja diferente para pior em relação ao Sporting. Por isso, custa-me conferir credibilidade a alguém que diz que "a comunicação social é a grande causadora da crise do Sporting" e minutos antes usa a mesma para dar os pêsames a uma referência do clube. Fugindo da questão Peseiro, que lealdade tem Dias da Cunha com os seus próprios princípios nesta questão da batalha anti-comunicação social? Aliás, todo o usufruto que DC tira dos media é uma hipocrisia pegada. Se ele acha que os media lhe armam uma cabala, então que se demarque e instaure um blackout eterno. Mas assim é mais fácil e depois fica admirado que haja jornalistas a serem pontapeados por adeptos nas instalações do clube. Desculpa lá dizer, mas "Senhores" destes dispenso da minha esfera de interesses.

11:38 da tarde  
Blogger Ravelis diz...

Concordo contigo em quase tudo. Mas penso que devias ir mais longe nos actos de gestão menos conseguidos por parte de Dias da Cunha e já agora devias lembrar não só os espectáculos de futebol que o "mole" Peseiro nos concedeu bem como a dimensão internacional que o Sporting mostrou com ele ao leme. De resto, subscrevo.

12:37 da manhã  
Blogger meia distância diz...

Falta aqui um ponto essencial:
Quando dizes a pressão dos sócios e adeptos, devias "ler" melhor o discurso de DC.
Quem o pressionou não foram os adeptos. As pressões vieram de dentro... Conselho leonino, BES, personalidades??? Quem sabe?

8:53 da tarde  

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