quinta-feira, outubro 20, 2005

FC Porto

A vitória do FC Porto sobre o Inter relança uma questão curiosa, a qual divide muitos adeptos: é melhor jogar um futebol ofensivo, vistoso, empolgante e não conseguir os três pontos ou optar mais por uma atitude defensiva, à espera do erro alheio, jogando pouco bonito e amealhando os três pontos? Acredito que a maior parte prefere a segunda hipótese, principalmente se for o clube do coração a vencer o jogo.
Co Adriaanse já mostrou ao que vem e como gosta de jogar. Mas contra o Inter, face à conjuntura de resultados portistas, o holandês tomou uma opção de risco e, aposto que a contra-gosto, optou por um onze mais musculado e podemos mesmo dizer mais defensivo, em detrimento do futebol fantasista e virado exclusivamente para o golo.
Com isto, o FC Porto, que era a equipa de toda a Champions com mais remates, mais cantos e mais isto e aquilo e somente zero pontos; ontem rematou menos, teve menos posse de bola, menos cantos, menos isto e aquilo, mas já tem três pontos e está de novo na luta pelo apuramento.
Jogar bem, muito bem, e vencer não é tão fácil como a lógica prevê. Apenas algumas, poucas, equipas mundiais estão confortavelmente nesse patamar. Adriaanse pensou que era possível fazê-lo no FC Porto, mas por esta altura já deve ter percebido que não é.
Uma nota final para quatro grandes jogadores portistas na noite de ontem: Lucho - brilhante na ocupação dos espaços, a ser o primeiro tampão ao ataque milanês - a par de Paulo Assunção- , e depois na conquista da bola e no lançamento dos ataques com Quaresma ao melhor nível; e Vítor Baía, enorme nos momentos que podiam ter virado o encontro.

1 Comentários:

Blogger Mialgia de Esforço diz...

Em minha opinião, a dúvida colocada no post é um falso problema. A dúvida nunca foi a de optar por modelos mais ofensivos ou mais defensivos. A dúvida residiu sempre no facto de não se perceber como é que Adriaanse queria: 1)conseguir a gestão dos jogos, eliminando qualquer consistência defensiva; 2)garantir vitórias, através de uma inútil concentração de homens na área adversária, retirando espaços aos seus próprios jogadores. Mourinho era (é)um treinador defensivo? Penso que não. Mas os movimentos determinantes dos jogos, como a transição defesa-ataque e ataque-defesa, eram cuidadosamente preparados. Foi isso que, até agora (pelo menos, até ontem), não vimos a Co Adriaanse.

8:19 da tarde  

Enviar um comentário

<< Página Principal

Avalie-me!