quinta-feira, outubro 20, 2005

Sporting

Existe no Sporting um problema grave. Mais do que conjuntural, a crise leonina deriva de um problema estrutural. Não sou nada adepto de uma equipa - seja ela de que ramo for - liderada estritamente por uma ou duas pessoas. Mas o Sporting peca por excesso. Ou seja: o clube e a SAD têm pessoas a mais a opinar. O conselho consultivo é disso a prova. São muitas cabeças a a pensar e na maior parte das vezes isso provoca erros de gestão. O Sporting de Dias da Cunha, nesta parte final, tentou centralizar o poder do futebol em Peseiro, após a saída de Carlos Freitas, mas como isso não resultou, o ex-presidente acabou por dizer que se sentiu «violentado» na sua decisão, o que é o mesmo que dizer que cedeu à opinão geral verde e branca.
Agora FSF diz que vem dar continuidade ao que vinha sendo trabalhado. Bem, mais ou menos. Carlos Freitas está de regresso e com ele o clube ganha uma mais-valia que inexplicavelmente perdeu nos últimos meses. Pode ser que ainda dê para salvar qualquer coisa, mas parece-me que esta continuidade pode muito bem ser também o continuar de uma situação débil que só novas eleições podem resolver em definitivo.
Como Dias Ferreira já se assumiu como candidato, não seria melhor estabelecer desde já um corte com o que mal tem vindo a ser feito? É que caso o advogado/comentador ganhe, quase que aposto que muito vai mudar para os lados de Alvalade.

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