quarta-feira, julho 26, 2006

Don Carlo

Moggi is a rolemodel for me...


Foi com curiosidade que li isto ontem no jornal O Jogo. António Tavares assina a sua habitualmente pobre coluna editorial no pasquim nortenho, desta vez num acerto de contas escrito com Don Carlo, cheio de detalhes que despertam o apetite.

Sabendo eu com o que conta o Sporting com Don Carlo não deixo de achar curioso este lavar de roupa suja impresso, que envolve duas figuras para as quais tenho dificildade em encontrar algum ponto que me desperte admiração pelo trabalho que realizam. No caso de Tavares a razão do súbito fel é misteriosa e interessante. Afinal Don Carlo foi colega neste pasquim, e foi a partir de lá que se lançou para uma incompreensivelmente (ou talvez não) bem sucedida carreira como pretenso "profissional" habilitado a uma gestão de activos moderna. Este pasquim foi muitas vezes porta-voz do elogio a Don Carlo, sobretudo nos momentos mais complicados, quando o resultado desportivo de algumas opções desastrosas apertou o pescoço daquele que de facto merece reconhecimento pela forma como convenceu a maioria dos sportinguistas de que é eficiente quando os resultados e método apontam exactamente o contrário.

Don Carlo lá se vai aguentando, neste momento com mais poder. Os disparates são agora mais evidentes, mas mesmo assim em terra de cego quem tem olho é rei e ninguém em Alvalade faz a mínima ideia de como gerir activos e aquisições sem a presença de Carlo. É Rei e senhor do seu domínio, podendo dar-se ao luxo de sugerir que Moisés é o "mau da fita", um pobre diabo que não terá provavelmente muito mais do que a 4ª classe e que entrega a sua carreira na mão de agiotas como acontece com a grande maioria dos profissionais de futebol de hoje, ao mesmo tempo que iliba o amigo Baidek, certamente porque a longo prazo um Baidek "em banca", à mão de semear, dá muito mais jeito que um Moisés "no banco".

Enquanto isso os sportinguistas fazem fé no grande Don Carlo, agora finalmente rodeado do seu séquito de amigos (e com Sá Pinto convenientemente despachado). Esperemos que os resultados de curto prazo surjam, para breve gáudio da plebe leonina. Depois virão os problemas do costume. Esperemos que estas zangas ocasionais entre comadres nos tragam alguma luz (e até humor) sobre esta personagem que marca a última década de Alvalade e que acredito merecer um dia um livro. Obra de drama ou comédia: ainda não decidi.

2 Comentários:

Anonymous Anónimo diz...

cheira-me a dôr de cotovelo...há jornalistas que fazem e outros que falam...tu pelos vistos estás no segundo caso

2:02 da manhã  
Anonymous Anónimo diz...

Chamar jornalista a Don Carlo é no mínimo abusivo e ao mesmo tempo insultuoso para os bons jornalistas.

Sugerir que jornalistas têm de dar o salto para profissões e modus operandi obscuros já não é abusivo, é vicioso.

Enfim.

8:13 da manhã  

Enviar um comentário

<< Página Principal

Avalie-me!