quinta-feira, setembro 21, 2006

Um mês do professor

Pensava eu que tão cedo não voltaria a falar de Co Adriaanse, mas vou mesmo ter de o fazer. Já vão perceber porquê. Faz hoje um mês que Jesualdo Ferreira tomou conta do FC Porto. Numa operação cirúrgica - simplesmente porque teve de ser feita com todas as pinças possíveis - Pinto da Costa minizou a saída do holandês com (talvez) o melhor que o futebol nacional tem para oferecer. Disse na altura que o FCP tinha dado um tiro no pé - de canhão, lembram-se? - com a demissão de Co. Mantenho a afirmação. Pese embora os números bem positivos do professor Jesualdo - 3 jogos, 9 pontos; 1 golo sofrido, 7 marcados e por aí a fora - a verdade é que FCP ainda não encontrou um adversário à altura pela frente e quando o único que se aproximou disso - o CSKA - ficou em branco. Ou seja, para já, posso manter a ideia de que eu sentado no banco do Dragão teria conseguido a mesma performance e nem precisavam que me chamassem professor. E agora vem Co. O que significam estes números? Que tal como disse o holandês, o FCP tem graves lacunas ofensivas (embora eu acrescento algumas defensivas) que só são disfarçadas pela fraca qualidade da grande maioria das equipas da liga beta. Para o consumo interno este plantel serve perfeitamente, pois se Quaresma, Lucho ou Anderson não resolverem, há sempre a possibilidade de cair mais um autogolo do céu. A questão coloca-se a nível externo, onde o FCP precisa - como já disse - de afirmar-se definitivamente como um grande. Como alguém que os adversários temam defrontar. O que não acontece. O FCP com estes avançados não conseguirá fazer muito na Champions e Co disso avisou Pinto da Costa. Disse-lhe na cara que precisava de um matador, daqueles que em três ocasiões metem uma de certeza. O holandês tinha e tem razão mas ninguém lhe fez caso. Talvez ainda venha a retomar este assunto mais tarde, estou curioso para ver o que dá o jogo em Highbury.

Duas notas mais: Baía ainda não jogou qualquer minuto e Ricardo Costa - titular da selecção - mantém-se igualmente firme sentadinho no banco de suplentes a ver B. Alves fazer asneiras atrás de asneiras. Julgo que tão cedo nenhum calça na equipa.

5 Comentários:

Anonymous Anónimo diz...

o ke vale e que o ricardo costa ainda consegue fazer mais merda que o bruno alves....ou o passe de quase 30m do bruno para o golo contra a naval nao conta...a ke saber ver com os dois olhos!!!!!e quanto ao "co merda" tem o merito que merece ter entre portas..pois foi campeao e levou a taça..mas a partir dai e um zer que dispensou o hugo almeida e contratou o bronco do sonkaia e do tarik..ao professor bem haja..e pastilhas para azia de muitos que se calhar preferiam ve lo de vermelho em vez do eng.....

5:56 da tarde  
Blogger Mialgia de Esforço diz...

Caro Anónimo, se o Professor não está no Benfica, é porque os dirigentes desse clube entenderam que o deviam dispensar. Logo, não há motivos para lamentos.

Sobre o assunto principal do post, a minha dúvida é só uma: o Porto tem capacidade para contratar um ponta-de-lança que faça, mesmo, a diferença? Se tem, estou de acordo, mas a proposta de Adriaanse não se enquadrava nessa categoria. Não tendo (e penso que não tem, como qualquer equipa portuguesa), há que potenciar outros jogadores através da definição dos modelos de jogo. Era isto que Adriaanse se recusava a fazer e que JFerreira está a tentar.

7:36 da tarde  
Anonymous Pentadragão diz...

Quanto ao Baía, com a ida de Helton para a selecção brasileira, é capaz de ter a sua oportunidade (a não ser que haja também paragem no campeonato). E a baliza ficará bem entregue, com o ainda GRANDE Vitor Baía (ao contrário do que muitos querem fazer crer). Quando ao R. Costa, não é por ir à selecção que passa a ser melhor. O R. Costa é uma nódoa e não faria melhor que o Bruno Alves de certeza. O que vale é que o Pepe vale por 2.

http://rascordonline.planetaclix.pt

12:03 da manhã  
Anonymous Anónimo diz...

Hilariante.
Um pensamente profundo para dar a entender que com o Arsenal o FCP vaisentir imensas dificuldades e para a semana estar a qui a dizer - "eu não dizia"?
Mas já se sabe que as equipas portuguesas não tem "estofo" para as equipas de top europeias, salvo raros casos que acontecem pontualmente.

9:24 da manhã  
Blogger riddle diz...

Mialgia: Penso que se o FCP não tem condições para ter um avançado de top, deveria pensar em tê-las ou cria-las. McCarthy foi-o mas agora ha um vazio inexplicável, não só em termos de top, mas mesmo de minimamente aceitável. Adriano e Postiga, lamento, mas não me enchem nada as medidas. Depois, o FCP ganhou, como gosta de afirmar, cerca de 125 milhões de euros com as vendas após a vitória na champions. Esse dinheiro foi todo para aliviar o passivo, ou amortizar o pagamento do estádio? Concordo contigo quando dizes que os jogadores pretendidos pelo Co poderiam não ser a solução para o problema, mas existem outros jogadores que estiveram disponíveis no defeso. Acontece que na SAD ninguém sequer equacionou a contratação de ninguém. Vamos esperar para ver se JF consegue o tal modelo de jogo que permita ao FCP marcar mais, especialmente na CL.

anónimo das 9:24. Este post não foi feito no sentido de dizer para a semana "eu não dizia?". Até porque é possível que o FCP possa alcançar um bom resultado em Londres. Porque ao contrário do que afirmas, penso que as equipas portuguesas, nos últimos 4/5 anos mostraram que podem bater-se com os grandes europeus. Basta terem um pouquinho de "estrela" nesse jogo, como aconteceu em Alvalade com o Inter. Agora que as dificuldades existem, existem. Mais do que seria agradável ter. O que digo é que frente a esses grandes não podem jogar de peito aberto e superiorzar-se em vários aspectos do jogo que não só o resultado final.

12:07 da tarde  

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